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Festejos Juninos
Edição e
Pesquisa de Lenise Resende
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Duas
das mais importantes manifestações folclóricas nacionais são: o
carnaval e as festas juninas. Junho é o mês do Sagrado Coração e
dos três santos juninos: Santo Antônio, São João e São Pedro. A
quadrilha é dançada em homenagem a eles e também para agradecer
as boas colheitas. No Nordeste, as festas juninas coincidem com
a época em que se quebram as espigas de milho, ou seja, o tempo da
colheita e de fartura no campo. Há muitas festas do Divino e
fogueiras. O formato da fogueira varia e quanto mais alta ela fôr,
maior é o prestígio de quem a armou. A madeira usada pode ser
maçaranduba, peroba, pinho ou piúva. Não se queimam imbaúba,
cedro ou ramas de videira, por sua relação com a história de
Jesus.
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A Festa do Divino
comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Cristo e
acontece 50 dias após o Domingo de Páscoa, o que corresponde ao
Pentecostes do calendário oficial católico. Seu principal símbolo
é uma pomba branca, que representa o Divino Espírito Santo. A festa
foi trazida para o Brasil pelos portugueses no século 16. Dependendo
da região, os folguedos mais comuns da festa são as cavalhadas, os
moçambiques e as congadas. Há também danças, como o cururu,
fandango e o jongo. As festas do Divino são comuns em várias regiões
do Brasil. |
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No dia 13 de
junho, é comemorado o dia de Santo Antônio. Além da fama de
casamenteiro, Santo Antônio recebe orações para encontrar objetos e
animais perdidos. Pão bento da igreja do padroeiro, quando colocado
junto aos outros alimentos, garante fartura o ano todo, acreditam os
fiéis. A fogueira de Santo Antônio possui o formato de um
quadrado. |
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No dia 24,
comemoramos o dia de São João. Em bandeiras e estampas, São João
Batista é mostrado criança com um cordeiro. Ele é o santo mais
festejado. Ele é também um santo casamenteiro, mas é mais
famoso por ajudar as pessoas a acharem objetos perdidos. O formato
de sua fogueira é de uma pirâmide com a base arredondada.
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No dia 29 é
comemorado São Pedro. Ele é mais cultuado entre os pescadores,
com procissões marítimas. É o guardião das portas do céu e
também protetor dos viúvos. A fogueira de São Pedro possui
formato triangular. Muitos incluem nas festividades também o dia
de Santa Ana (26 de julho), mãe de Maria e avó de Jesus Cristo,
e protetora das viúvas. Neste dia comemora-se o Dia da Vovó.
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Antes de Cristo,
já havia festa de São João, mas com outro nome. Eram fogueiras
que saudavam a chegada do verão europeu. Até que, no século 6, o
catolicismo associou essas celebrações pagãs ao aniversário de São
João. No século 18, os portugueses passaram a comemorar também as
noites de São Pedro e Santo Antônio. No Brasil, as festas juninas
são populares desde 1583. O costume de saltar a fogueira é um
ritual de origem celta. No Brasil, as maiores comemorações são
realizadas no Nordeste, onde o dia de São João costuma ser
feriado. A alegria é a marca sagrada das festas juninas.
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O Arraial ou
"Arraiá" lembra as comemorações juninas no campo, também
chamado de roça. A palavra roça, vem de roçar, cortar o mato.
Enfeita-se o local da festa, os pátios das igrejas ou escolas, com
bandeirinhas, lanternas de papel e palhas de coqueiro. Montam-se
barrraquinhas de madeira para brincadeiras e jogos, como a pescaria,
e para venda dos "comes e bebes". Comidas e bebidas típicas,
como quentão, pipoca, amendoim torrado, pé-de-moleque, pamonha,
canjica, curau, bolo de fubá e de aipim e batata doce assada na
fogueira, fazem parte da festa. Queimam-se fogos. As pessoas
vestem-se como "caipiras", imitando os habitantes do
campo, com seus costumes simples e vestimentas.
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Há a quadrilha,
conhecida também como dança caipira, e outras danças. O tipo de música
tocado nas festas - quadrilha e forró - assim como os instrumentos
utilizados - sanfona, zabumba, triângulo, etc - são contribuições
da cultura brasileira às festas de origem européia. Com o
crescimento das cidades, a quadrilha passou a ficar restrita
ao campo ou aos bairros mais distantes.
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Entretanto, por
causa de sua grande aceitação popular e coreografia, a quadrilha
acabou fazendo parte também do universo cultural urbano, só que de
maneira diferente. A quadrilha que conhecemos na cidade é mais um
"casamento na roça". O casório é uma encenação bem
humorada e conta com a presença de um casal de noivos, o
"padre", o "delegado" e todos os participantes da
quadrilha. As versões mais "modernas" da festa utilizam música
gravada ou até mesmo instrumentos eletrônicos. |
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Faz parte da
tradição das festas juninas soltar balões coloridos, iluminando
o céu e deixando a noite mais bonita. Mas esta beleza dura pouco.
O balão cai e leva com ele destruição e tristeza. As matas
pegam fogo, os animais e as plantas morrem e todo um habitat se
acaba. O balão põe em risco os lugares por onde passa, por isto
Não Solte Balões! Soltar, fabricar, vender ou transportar balões
é crime contra o meio ambiente, de acordo com a Lei Federal nº
9.065, de fevereiro de 1998.
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Fontes: Arquivo pessoal / Almanaque Abril 1995 e 2001 / Globinho Pesquisa |

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