
A princesa e
o grão de ervilha
(The Princess and the Pea)
Hans Christian Andersen
Certo
príncipe, por mais que procurasse, não encontrava
esposa adequada, entre as muitas princesas do
mundo. Numa noite de tempestade, uma moça foi
bater à porta do palácio para pedir abrigo. Disse
que era filha de um rei. Em vista disso, a
rainha-mãe quis preparar-lhe a cama com suas
próprias mãos e colocou debaixo dos vinte colchões
e das vinte almofadas onde a princesa devia
deitar-se, um pequeno grão de ervilha.
Na manhã seguinte, a rainha-mãe entrou no aposento
da jovem e perguntou-lhe como tinha passado a
noite. - Oh, Majestade! Exclamou a princesa. Não
consegui dormir a noite inteira, porque, na cama,
havia alguma coisa dura que me incomodava
horrivelmente.
Ao ouvir isto, a rainha-mãe abraçou a princesa,
comovida e contente por ter, enfim, encontrado uma
esposa digna do príncipe, seu filho. E, realmente,
nenhuma outra princesa, por mais delicada e
sensível que fosse, teria podido perceber aquele
grãozinho de ervilha colocado debaixo de tantos
colchões e almofadas. O casamento celebrou-se dias
depois, com muitos festejos.
Fonte: O Livro dos Nossos Filhos (Vol.1), 1959,
Editora Alfa.
Versão brasileira de "El Libro de Nuestros Hijos",
editado por UTEHA do México.
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Uma verdadeira princesa
(Real Princess)
Hans Christian Andersen
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Num país
muito longínquo, havia um príncipe que só queria casar
com uma verdadeira princesa. Deu a volta ao mundo em
busca de uma e, apesar de não faltarem princesas,
nunca tinha confiança na antigüidade da sua nobreza;
sempre havia nelas qualquer coisa que lhe parecia
suspeito. Isto deu em resultado voltar para o seu país
muito desgostoso por não ter encontrado o que
desejava.
Certa noite, fazia um tempo horrível; os relâmpagos
cruzavam-se no céu, o trovão ribombava, a chuva caía
em torrentes. Bateu alguém à porta do palácio e o
velho rei apressou-se em mandar abrir. Era uma
princesa que vinha fugindo, perseguida por alguns
rebeldes do seu país que acabavam de destronar a
família real. Mas, Deus!, de que maneira a tinham
posto a chuva e a tempestade! A água escorria-lhe pelo
vestido. No entanto, apresentou-se como uma verdadeira
princesa, sem faltar a uma só das regras de etiqueta
palaciana. "Daqui a pouco saberemos se és ou não uma
verdadeira princesa", pensou a velha rainha.
Em seguida, sem dizer nada a ninguém, entrou num
quarto, desfez a cama e pôs uma ervilha sobre as
tábuas. Depois estendeu vinte colchões sobre a ervilha
e ainda mais vinte edredons que colocou em cima dos
colchões. Era aquela a cama destinada à princesa. Na
manhã seguinte, a rainha entrou no quarto em companhia
do filho, e ambos lhe perguntaram com grande interesse
como tinha passado a noite. - Muito mal. - ela
respondeu. - A noite toda quase não fechei os olhos!
Havia nesta cama qualquer coisa que me deixou
machucada.
Por esta resposta, os reis e o príncipe se convenceram
de que ela era uma verdadeira princesa. O príncipe
casou com ela, e a ervilha foi mandada para um museu,
onde ainda se deve conservar sob uma urna de cristal,
se ninguém a furtou...
Fonte: Tesouro da
Juventude - volume 13 |
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